
O presidente brasileiro Bolsonaro pediu ao presidente russo, Putin, que aprove mais processadores brasileiros para as exportações de carne para o mercado russo.
Muitas unidades já possuem seus credenciamentos, mas enfrentam restrições desde 2017. Esse foi um dos principais pontos de discussão em uma ligação direta entre os chefes de estado na semana passada. Outro tema de conversa foi a comercialização e produção do Sputnik, a vacina russa contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social do Brasil, “… o presidente Bolsonaro enfatizou a necessidade de mais processadores brasileiros serem liberados para exportação para aquele país”. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, não participou da conversa.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse ter grandes esperanças de que as negociações entre os presidentes do Brasil e da Rússia tenham um desfecho positivo. “Recentemente, autoridades russas apresentaram a ideia de reduzir os impostos sobre a carne de frango brasileira. Com isso, a expectativa é de que as restrições sejam amenizadas e que os volumes de exportação de carnes de frango e suína cresçam ”, disse a ABPA ao jornal Valor Econômico .
O Brasil vende principalmente carne de frango para a Rússia
O Brasil vendeu 143,8 mil toneladas de carne para a Rússia em 2020, no valor de US $ 311,4 milhões. O principal produto foi a carne de frango, com 83,6 mil toneladas, 30% superior a 2019. Em segundo lugar, a carne bovina, com 58,8 mil toneladas, mas em valor superior à de frango, US $ 199,7 milhões contra US $ 108,7 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura.
São 30 aviários brasileiros com acesso ao mercado russo e 11 processadores de carne bovina. No entanto, nada menos que 54 processadores de aves estão listados no site do governo russo. Destes, 23 têm restrições e 1 está com a certificação suspensa. No caso da carne bovina, 58 frigoríficos estão licenciados para exportar para a Rússia, mas 47 têm restrições temporárias.
