Afundamento do porta-aviões pode causar danos à vida marinha

Biólogos afirmam que o afundamento do Porta Aviões São Paulo, pode trazer graves consequências ao meio ambiente. O navio foi afundado em uma operação da marinha.

O naufrágio aconteceu a 350 quilômetros do litoral pernambucano, ainda em águas brasileiras, numa área com cinco mil metros de profundidade. A Marinha informou que escolheu o local com base em análises feitas pelo seu próprio centro hidrográfico e também por um instituto de estudos do mar. Disse que verificou vários aspectos, para que a embarcação afundada não prejudicasse a navegação e nem o meio ambiente.

Na semana passada, o MPF entrou com uma ação civil pública, solicitando que a Marinha impedisse de naufragar o Porta Aviões São Paulo, alegando que isso poderia causar vários danos ambientais, mas o pedido foi negado.

O navio foi vendido em 2021 por 10 milhões de reais para uma empresa turca, que pretendia desmanchar e reciclar o casco. O governo da Turquia proibiu a entrada nos portos de lá, porque a estrutura da embarcação, tinha quase 10 toneladas de amianto, uma fibra natural com potencial toxico e cancerígeno que atualmente é proibida em 60 países, incluindo o Brasil. Quando retornou da Europa, o navio também não teve autorização para atracar no porto de Suape em Pernambuco e desde outubro, ficou navegando sem destino certo na costa nordestina.

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